sexta-feira, 29 de abril de 2016

As Etapas para uma transformação consciente-Parte 4


A vontade —força criativa universal

A única força verdadeiramente potente que você tem é a sua vontade. É o que a maioria de nós menos compreende. Porém, tudo o que vemos à nossa volta, das condições sociais aos relacionamentos pessoais, foi chamado à existência pela vontade. À medida que avançarmos através das mudanças intensas desta década, vamos ouvir cada vez mais a respeito da vontade. O que é realmente, e qual é a diferença entre a vontade de Deus/Fonte e a vontade humana? Como sabemos quando estamos de acordo com a vontade de Dele/a? Quando a expressão “vontade de Deus” aparece em nossa vida diária, provavelmente é para encobrir situações que vão desde um desastre natural até a morte de uma criança, desde ganhar até perder uma guerra. Se não conseguimos explicar o que acontece, então deve ser a “vontade de Deus”. Quando a imagem de uma divindade “lá fora” fica pairando na mente coletiva, ela não está muito longe dos antigos deuses da montanha e do rio. A vontade de tal divindade acarreta o medo. Tememos que, mais cedo ou mais tarde, “ela” venha a exigir sacrifícios. Suspeitamos que “ela” está tomando nota e que a qualquer momento nossos erros serão revelados e punidos. Como viver de modo que “ela” nos recompense ou talvez nem nos note? Muitas pessoas amorosas e inteligentes preferem descartar toda idéia de uma vontade divina transcendente como sendo utópica projeção ou pura superstição. Não é de admirar, portanto, que essas pessoas descubram que o conceito “Deus é amor”, simplesmente não combina com o da “vontade de Deus”, que parece tão indiferente ao sofrimento humano. É provável que nunca combine, enquanto pensamos que a vontade de Deus se exerce em relação a nós, e não através de nós. Teremos dificuldade em aceitar que há realmente um Deus amoroso por trás de todo o caos que vemos. Será que há mesmo um plano transcendente, um projeto para o planeta Terra?

Durante as épocas de rápidas mudanças, como agora, muitas pessoas têm visões simbólicas do que parece ser um plano que se torna claro por meio de sonhos, visões, intuição. Estamos no processo de co-criar esse mundo novo e que ele será um mundo caracterizado pela criatividade, “sem iniqüidade”, sem violência. Mas para chegar a esse ponto, partindo de onde estamos, temos, primeiro, de passar pelas explosões. Muitas pessoas estão tendo impressões semelhantes do mundo que está para surgir da escuridão e da passagem perigosa em que nos encontramos agora. A mensagem de todas elas é que devemos nos apegar firmemente a uma visão de nosso mundo em equilíbrio ecológico, racial, econômico, social e político. Esse mundo vai passar a existir por meio de nós. Se não pudermos conhecer o plano todo, cada um de nós deverá conhecer pelo menos a sua função nele. Não é um segredo que outro possa desvendar para nós. Nós o carregamos dentro de nós mesmos.


O gene divino que carrega o nosso DNA cósmico inclui o nosso plano para esta vida. Tudo o que realmente precisamos para ativá-lo é aquilo que um escritor do século catorze chamou de “o anseio vivo por Deus”. Toda a jornada de transformação concerne realmente à descoberta de nossa verdadeira identidade e de nossa vontade. Sujeição à vontade superior A maioria de nós fica um pouco confusa quando ouve expressões como “submeta a sua vontade a Deus”. É claro que é isso que acabamos fazendo quando despertamos para aquilo que somos. Mas também sabemos intuitivamente que a vontade é importante para a sobrevivência, e “submissão” soa muito semelhante a aniquilação. Superficialmente falando, submeter-se realmente parece a morte para o ego. Mas, na verdade, submeter-nos à vontade mais elevada resgata a nossa verdadeira identidade. Tente substituir a expressão vontade mais elevada por “vontade de Deus”. O conceito de submissão da vontade adquire uma nova coloração quando sentimos que estamos abrindo mão de um eu pequeno em função de um Eu Maior um que esteja ligado com Deus/Fonte. Em muitos dos programas de ajuda a viciados, como os Alcoólatras Anônimos e seu subsidiário, os Filhos Adultos dos Alcoólatras, a estrada para a redescoberta começa em admitir que não temos controle sobre o vício e que devemos nos submeter a um poder superior que nos ajude. Libertamos os controles rígidos do ego da vontade inferior quando reconhecemos que ele é limitado para subjugar nossos vícios. É a Vontade Superior dentro de nós que detém o poder de transformar um vício, um hábito. Isso é tão válido para um vício emocional como para um vício adquirido através de produto químico. A Vontade Superior atuará como um canal que vem de Deus e vai para Deus. Quando os controles rígidos do ego são vencidos, a verdadeira força assume o comando. Somos feitos à imagem de Deus, e a Vontade Superior está muito próxima à sua essência. O dom da vontade nos torna criadores.Enquanto continuamos a falar, a desejar, a formar imagens e a dirigir os nossos pensamentos, reforçamos a estrutura do projeto para poder tomar forma no plano físico. Somos realmente pessoas singulares. Fazemos uso desse divino direito inato para criar a partir de nossa vontade. Mas quando as coisas concretas começam a aparecer, saímos reclamando: “Quem foi que fez essa desordem?”


Nadando no rio da energia

As coisas não acontecem gratuitamente; elas nascem graças à vontade consciente ou inconsciente das pessoas, dos grupos ou de toda a espécie — até mesmo pela interação da nossa espécie com a vontade de outros domínios da natureza. Sabemos que tudo vibra no universo. Todos os trilhões de células que formam a nossa biosfera individual estão num ritmo constante de movimento. De acordo com a aparência de toda a sua matéria constitutiva, nada é estático. Siga o rastro dos materiais, até mesmo os mais densos, até suas partes moleculares, e lá estão eles, dançando de acordo com um ritmo jamais visto. O espaço entre todos os átomos em nosso corpo é um holograma dos espaços entre as estrelas — tudo interligado, tudo num estado de constante prontidão. Isso porque esse espaço que interliga é o meio através do qual todas as coisas vivas e vibrantes, de um planeta a um pensamento, enviam sua mensagem para todo o universo. Movendo-se para dentro, para os lados, para cima, para baixo e através de todo o espaço, há um rio cósmico de energia que flui. Essa energia foi identificada e recebeu muitos nomes e em muitas línguas: Chi, em chinês; ki, em japonês; Prana em sânscrito; Ruach em hebraico; e Mana em polinésio, só para mencionar alguns.

No Ocidente, naturalmente, tem recebido nomes que soam muito como termos científicos, como, por exemplo, “força ódica” e “energia orgone”. Trata-se sempre do mesmo estofo energizante de vida. Este rio de energia pode ser aproveitado para vivificar qualquer coisa em qualquer freqüência. Ele pode dar vida a um pensamento, a um sentimento, a um corpo físico. Porém, o projeto já está traçado; essa energia vai trazê-lo à vida. E tão logo o projeto não se fizer mais necessário, ou for concretizado e desaparecer, a energia fluirá de volta para o rio. E ela pode ser acumulada, aproveitada, adaptada, expandida ou reduzida, mas não pode ser destruída. Se a concepção de um corpo, de um pensamento ou desejo for clara e não tiver bloqueios, essa energia vai fluir através dela sem empecilhos e a intenção atingirá a plena realização. Se, porém, a concepção for bloqueada, comprometida ou se for ambivalente, então a energia ampliará a distorção. Temos de decidir o que fazer com ela, pois, de qualquer maneira, somos responsáveis por aquilo que trazemos à vida com ela. Uma vez que passamos pelo impacto de perceber que estivemos construindo cuidadosamente o nosso próprio mundo — e que o fizemos em conjunto — a percepção seguinte será a de que o poder de criar novas maneiras é ilimitado. A vontade de existir Qual é a força que canaliza a energia do rio para dentro das células das árvores, de outro ser vivente, ou da estrutura molecular das rochas? O que é que, em primeiro lugar, motiva-os a existir? Uma semente? Um padrão? É claro que sim. Mas ainda há mais.

Há a vontade de existir. Sem essa vontade, a energia é novamente liberada para o fluxo universal. Retire a vontade de qualquer coisa, e essa coisa morrerá. Isso vale tanto para uma emoção como para um corpo físico. Se você decidir retirar a vontade do ódio, do ressentimento e do medo, essas emoções morrerão de morte natural por falta de energia para sustentá-las. A palavra-chave é escolha. E nós fazemos essas escolhas o tempo todo. O dr. Viktor E. Frankl, psiquiatra e filósofo judeu, foi preso pelos nazistas durante a Segunda Guerra Mundial. Em seu livro, Man’s Searchfor Meaning [A Busca do Significado pelo Homem], ele observou que até mesmo na mais degradada de todas as condições possíveis, num campo de concentração nazista, desprovidas até mesmo da dignidade mais simples e incapazes de mudar os acontecimentos, as pessoas continuaram a fazer escolhas. Suportando o insuportável, algumas pessoas ascenderam à nobreza, compartilhando as coisas com as outras e se interessando por elas, descobrindo a paz interior em meio à loucura. Elas não podiam mudar os acontecimentos, mas podiam escolher o modo como reagiriam a eles. Não podemos simplesmente congelar-nos e dizer que não faremos, não pensaremos ou não sentiremos nada em determinada situação. Esta é uma escolha que, por si só, energiza o nosso medo. Podemos sempre decidir-nos a escolher o status quo.Contudo, também podemos fazer a escolha de novos planos, dar à luz novos desejos, pensar novos pensamentos, proferir novas palavras. A história se repetirá enquanto continuarmos a criar a partir da vontade inferior que nos separa de Deus/Fonte e dos outros homens.


A Inquisição, o Holocausto, Hiroshima, as perseguições aos cristãos — todos os horrores da nossa história são variações do tema da alienação da humanidade em relação às suas origens espirituais. Quando criamos a partir da vontade inferior, apenas com a finalidade de satisfazer a ganância, nossas melhores obras caem por terra antes do tempo com a mesma facilidade que os castelos de areia ruem com a invasão do mar. Mas quando ouvimos nossos impulsos mais profundos, que se originam da vontade superior, estamos criando a partir de um modelo que parece ser muito mais amplo do que o nosso próprio. Nós nos tornamos co-criadores em conjunto com o universo, trazendo para o domínio físico novos sons, símbolos, conceitos, descobertas e invenções que nos enriquecem a todos. Tais criações são belas, e elas perduram porque proporcionam o bem a todos. Através dos tempos, os Mestres vêm nos ensinando o Caminho, independentemente de cultura e religião. Eles nos dizem que, se quisermos compreender a vontade divina, devemos olhar para dentro de nós mesmos, que nossa origem é divina e que fomos literalmente criados à imagem de Deus. Muitas pessoas sofreram perseguições ao longo dos séculos porque descobriram essa verdade e falaram a respeito dela. Nos velhos tempos, isso se chamava blasfêmia. Dependendo do modelo de realidade em uso, as acusações vão desde a decepção pessoal e arrogância até a presunção, incluindo aquele velho bicho-papão — a possessão demoníaca. Chegamos a pensar que ficamos apavorados com a responsabilidade inerente a viver à altura do nosso potencial divino. É mais fácil jogar a culpa pelos acontecimentos nas forças que estão fora de nós ou, em estado de frustração, pretender afirmar que não há nenhuma inteligência dirigindo o espetáculo. Isso nos permite perpetuar a ilusão de que não temos nada que ver com o caos de nossas vidas pessoais, nada que ver com todas as mudanças e menos ainda com a loucura que se verifica no planeta. Contudo, quando nos alinhamos com a Vontade Única, estamos nos comportando como agentes para a implantação dessa vontade na Terra. A vontade é o nosso direito inato, sagrado. Assim como o raio de sol está para o sol, assim nós estamos para a Fonte de toda a vida. A luz dessa Fonte está dentro de cada um de nós, não importa quão fraca possa parecer às vezes. Nunca houve uma época em que não existíssemos como parte do Todo. Nem haverá época em que não seremos parte do Todo.

CONTINUA…

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quinta-feira, 28 de abril de 2016

As Etapas para uma Transformação Consciente-Parte 3

DA CÓPIA Á CO-CRIAÇÃO

“Você cria a sua própria realidade” pode parecer uma espécie de alucinógeno da Nova Era, que não tem nada que ver com o mundo real do dinheiro, do poder, da política, das pessoas sem teto, da AIDS ou com sua vida pessoal. Não compreendida, tal afirmação parece, na melhor das hipóteses, um clichê vazio e, na pior das hipóteses é sempre causadora de culpa, insultuosa e totalmente irrelevante. “O que é que eu tenho que ver com o mundo em guerra, com uma anomalia congênita, com uma economia que está fora de controle?” E, de modo mais pessoal, “O que eu tenho que ver com o meu começo de vida — minha família, sexo, raça, meu país ou status econômico?” Estas não são indagações simples. Confie nas aparências para avaliar as invariáveis existentes e é provável que pareçam totalmente caóticas, um “lance de dados”. O problema é que as invariáveis estão mudando constantemente, assim como as verdades absolutas de ontem cedem lugar às verdades absolutas de hoje e às de amanhã. Não causa grande surpresa que pessoas inteligentes às vezes optem pelo ceticismo. É uma energia de transição benéfica. Ela questiona e investiga o que é falso, mas permanece aberta à aprendizagem.


Sri Aurobindo, que foi ao mesmo tempo místico e intelectual, disse certa vez: “Em primeiro lugar eu acreditei que nada era impossível, e ao mesmo tempo me pus a questionar tudo.” Porém o cinismo, ao contrário do ceticismo, é um beco sem saída na procura da compreensão. Certa vez foi-me dito em Espírito: “Um cínico é alguém que tentou transferir Deus para a sua própria imagem e fracassou.” O cínico tende a dizer que não há causa, nem inteligência-guia, transcendente ou de outra espécie. Os que estudam alguns dos nossos mitos relatam que uma divindade antropomórfica tomou todas as decisões por nós, atribuindo-nos o papel que estamos desempenhando. Se você nasceu uma vietnamita cega que morreu numa ofensiva de ácido naftênico aos quatro anos de idade, bem, isso é apenas o desígnio traçado pela divindade. Não está ao nosso alcance saber o porquê. É simplesmente o mistério. No decorrer dos séculos, porém, antigos ensinamentos do mundo todo nos disseram que a realidade não é algo que é feito para nós; nós é que a criamos. Talvez a palavra nós deva ser sublinhada, porque muitas das realidades que vivenciamos são aquelas que fizemos juntos. Quando observamos os enormes desafios de nossas vidas e dos tempos, vemos que vale a pena empreendermos uma investigação séria sobre a possibilidade de sermos de fato criadores. Numa primeira consideração, daí poderiam resultar alguns confrontos sensatos com nossos egos, mas imaginem só as implicações que há em criar o futuro. É perigosa a simplificação excessiva quando discutimos como criamos nossas próprias realidades.


Em primeiro lugar, não foi com esta vida que nós começamos. O você que se encontra além da personalidade, o você verdadeiro, sempre existiu. Nunca houve época em que você não era; nunca haverá época em que não existirá. Se puder aceitar que, em algum nível mais elevado da existência, você escolheu o tipo de vida que agora está vivenciando porque ele iria lhe proporcionar as maiores oportunidades de crescimento e contribuição, verá que todas essas realidades estabelecidas, com que iniciou, tinham razão de ser. O fato de ter nascido um homem judeu em Manhattan, e não uma mulher islâmica no Teerã, representa a primeira parcela importante de criação da realidade na vida de uma pessoa. Não importa como você acha que veio ao mundo. Foi algo intencional. Muitas realidades foram criadas por essa escolha do nascimento. Por exemplo, uma moça que nasceu em meio a uma pobreza abjeta num país do Terceiro Mundo; Era uma dessas crianças de olhos grandes que a gente costuma ver em documentários de televisão. Ela viveu nessas condições até os dez anos de idade, quando se abriu a próxima fase de sua jornada, aparentemente improvável: foi adotada por uma família nos Estados Unidos que lhe pôde oferecer as oportunidades de que necessitava. Quando ela chegou, não falava uma palavra de inglês. Dez anos depois, essa garota estava cursando a pós-graduação com uma bolsa de estudos, especializando-se em ciência política com o compromisso de melhorar as condições de vida em países do Terceiro Mundo. Essa moça encarnou com uma inteligência brilhante. O objetivo de sua alma era aproveitar esta vida para servir ao mundo. Na preparação para a vida que pretendia adotar, ela imprimiu sua consciência, nos primeiros anos de vida, com a pobreza devastadora e, depois que isso foi feito, chegou a época de treinar o intelecto. Se ela já tivesse nascido privilegiada, poderia não se ter preocupado o bastante para que seu talento se colocasse a serviço do mundo. Do modo como aconteceu, ela se entusiasmou com a reforma no nível da alma e recebeu a oportunidade de fazer isso por meio da sua formação. Ela também poderia ter tido a oportunidade de trabalhar por intermédio da revolta pessoal contra a injustiça no mundo, aprendendo a transformar as frustrações e as dores dos seus primeiros anos de vida. Mas isso faz parte da preparação para ser um instrumento de trabalho eficaz.


Uma vez no plano terrestre, cada um de nós vive em meio a muitas realidades e exerce a capacidade de criar dentro de todas elas. Em primeiro lugar, temos a experiência relativa a nós mesmos como indivíduos que fazem escolhas baseadas em predisposições, necessidades pessoais, preferências e motivos inconscientes. Essas escolhas criam as nossas realidades. Se eu prejudico o meu corpo com comida pouco saudável, recuso-me a fazer exercícios físicos e continuamente me enveneno com pensamentos negativos, acabarei criando uma realidade pessoal que me devolverá os resultados dessas escolhas dentro de semanas ou anos. Em segundo lugar, também vivemos realidades nas quais desempenhamos apenas um papel. Você e eu somos partes de famílias que nos forneceram não apenas nossa herança genética, mas também nossas idéias sobre valores familiares. Em troca, contribuímos para a história de nossas famílias desde o momento em que nascemos. Mesmo que tivéssemos de fugir de casa, nossa rejeição afetaria a todos e se tornaria parte da história da família. Os sexos também ajudam a moldar as nossas realidades. No momento do nascimento, herdamos todas as atitudes predominantes do nosso sexo todos os mitos, proibições e expectativas. Enquanto não conseguirmos mudar, por nós mesmos, as percepções universais de masculino e feminino, as escolhas que fazemos ao viver nossas vidas como homens e mulheres certamente influenciarão o todo. Por último, somos influenciados pela realidade da nossa espécie e participamos da sua criação. Somos células pensantes na mente única da humanidade. Nossas atitudes e crenças, nossas visões e nossos medos vertem no oceano coletivo em que todos estamos nadando.

A unicidade da vida

O mito de que somos separados e isolados, de que cada um de nós é um sistema fechado, está agora se dissolvendo na verdade maior de que cada um de nós tem influência sobre aquilo que vê. Desde 1902, quando Werner Heisenberg desenvolveu o princípio da incerteza, a ciência vem demonstrando que não existe análise estritamente objetiva. Nossa observação de uma coisa é parte de sua realidade e da nossa também. No livro de David Peat, Synchronicity: The Bridge Between Matter and Mind [Sincronismo: A Ponte entre a Matéria e a Mente], é citado o físico John Wheeler: “Tínhamos a velha idéia de que havia um universo lá fora e de que aqui estava o homem, como observador, seguramente protegido do universo por uma chapa de vidro de seis polegadas. Agora aprendemos, com o mundo quântico, que até mesmo para observar um objeto tão minúsculo como o elétron, temos de quebrar a chapa de vidro; temos de alcançar lá dentro… Assim, a velha palavra observador simplesmente deve ser abolida dos livros e, em seu lugar, devemos introduzir o termo participante. Desse modo, chegamos a compreender que o universo é um universo participativo.”


A física quântica nos ensina que nada existe isoladamente. Toda a matéria, das partículas subatômicas às galáxias, é parte de uma complexa rede de relacionamentos dentro de um todo unificado. O trabalho do físico David Bohm sobre partículas subatômicas e o potencial do quantum levou-o a concluir que, se os seres físicos parecem estar separados no espaço e no tempo, eles, na verdade, estão ligados ou unificados de forma implícita ou unificadora. Sob o indiscutível domínio das coisas ou dos acontecimentos isolados reside um domínio implícito da totalidade individual, e esse todo implícito conecta todas as coisas. Um antigo ensinamento sânscrito relata que no Paraíso do Indra há uma rede de pérolas tecida de tal modo que, se você olhar para uma delas, verá todas as outras refletidas nela. Da mesma maneira, cada objeto do mundo não é tão-somente ele próprio, mas engloba todos os outros objetos e, na verdade, ele é todos os outros objetos. Hoje, reconhecemos a realidade da rede de Indra na espantosa multidimensionalidade do holograma. Os hologramas podem ser mais bem entendidos por meio da ilustração. Se você pegar uma imagem holográfica de um cão e ampliar apenas uma parte dela, digamos, a cabeça, obterá mais do que uma figura da cabeça do cão; você obterá o cão inteiro. A cabeça do cão é uma parte do todo, e o todo está presente em cada uma de suas partes. O neurofisiologista de Stanford, Karl Pribram, considera que o holograma pode ser um modelo do cérebro humano e, mais ainda, que pode refletir a estrutura de todo o nosso universo. A energia da cura e a informação são transmitidas através do meio unificante que conecta toda a vida — a ordem implícita de Bohm — e esse meio situa-se além do tempo e do espaço que normalmente percebemos. Somos inseparáveis de toda a natureza. Não podemos perturbar o equilíbrio da natureza e esperar que não sejamos atingidos, assim como não podemos prejudicar a nossa própria vida sem que a nossa família seja atingida. O livro Resettling America Energy, Ecology, and Community [Reorganizando a energia, a ecologia e a comunidade na América], de Gary Coates, conta uma história que sublinha o que acontece quando nos recusamos a respeitar o complexo sistema de interdependência da natureza.

UMA HISTÓRIA COMUM NOS DIAS DE HOJE

A Organização Mundial de Saúde (OMS) espalhou DDT em algumas aldeias de Bornéu, numa tentativa de erradicar a malária. As aldeias eram formadas por “casas enfileiradas”, baixas, cobertas com palha, nas quais viviam aproximadamente quinhentas pessoas, num único núcleo, de modo que era uma coisa simples pulverizar as cabanas com o inseticida. O efeito a curto prazo foi uma queda significativa de incidência da malária. Porém, não levou muito tempo para que as aldeias fossem invadidas por ratos da floresta que carregavam pulgas no pêlo. Era um problema de certo modo preocupante, já que as pulgas eram portadoras de praga. Na verdade, muitos animais chegaram a morar nas cabanas cobertas com palha. Havia baratas, lagartixas e gatos. O DDT foi absorvido pelas baratas, que foram comidas pelas lagartixas. Estas, por sua vez, foram devoradas pelos gatos. Mas, como o DDT se torna cada vez mais concentrado à medida que se espalha pela cadeia alimentar, os gatos é que acabaram morrendo todos, envenenados pelo DDT. Com o desaparecimento dos gatos da aldeia, o caminho ficou livre para os ratos invasores. Para solucionar este novo problema, a OMS teve de soltar gatos de pára-quedas dentro das aldeias. Mas esse não foi o único efeito colateral. Pequenas lagartixas também viviam nas cabanas. Quando o DDT causou a morte do organismo menor que era predador dos insetos, o número de lagartixas aumentou rapidamente. Infelizmente, as lagartixas passaram a se alimentar das coberturas de palha. Não levou muito tempo até que aldeias inteiras viessem abaixo. Nós realmente criamos todas as nossas realidades, mas não as criamos necessáriamente sózinhos. Somos “co-criadores” junto com outras pessoas e com a natureza. Criamos mundos pessoais com retroalimentação imediata, bem como realidades pessoais a longo prazo que levam muitas vidas para se manifestar. Também ajudamos a criar realidades relativas à família, à raça, ao sexo, à espécie e ao planeta. Somos participantes — e não vítimas — de um mundo que influenciamos mediante toda a escolha que fazemos.


quarta-feira, 27 de abril de 2016

As Etapas para uma Transformação Consciente-Parte 2


Mudança: Tranqüilizadora em seus ciclos.

A promessa anual de flores primaveris faz lembrar-nos que as sementes do novo crescimento estão germinando. Mudança: Chegada menos suave. Realidade explodindo como um canhão, despedaçando nosso mundo cuidadosamente ordenado em microssegundos. Mudança: Um nascimento bem-vindo. Uma nova vida, cujo primeiro alento reordena todas as nossas prioridades e relacionamentos — e dá novo significado aos recursos, ao tempo e à lealdade. Mudança: nos questionando com a segurança. A vitória por tanto tempo esperada fica sem sentido porque não queremos mais aquilo que pensávamos que queríamos. A mudança é inevitável. Ninguém discutiria a respeito de algo tão óbvio. Contudo, quase sempre ficamos surpresos quando ela ocorre. Sabemos que nossos filhos podem muito bem crescer de um modo diferente daquele que prevíamos para eles. Mas, como no fundo não acreditamos nisso, ficamos angustiados quando acontece. Sabemos que nossos pais vão ficar velhos um dia, e nós também. Porém, entramos em pânico diante dos primeiros sinais de debilidade. Chegamos até mesmo a admitir que nenhum emprego é 100% garantido e que os relacionamentos necessitam de constantes redefinições, senão morrem. Contudo, quando dizemos à pessoa amada “você mudou”, isso é mais uma acusação do que o reconhecimento de um processo inevitável e natural. Podemos tentar nos proteger contra a realidade da mudança, mas o eu profundo está ciente disso. Nós observamos e nos deixamos levar pelo ritmo cíclico das estações, celebrando os antigos ritos sazonais de plantio, gestação e colheita. Mas o eu profundo, preocupado com a sobrevivência e dependente da terra, fica assistindo atentamente. Ele se lembra do ano em que a terra reteve seus frutos, do dia em que a montanha adormecida repentinamente lançou fogo, ou da época em que as águas que dão vida entraram numa agitação de destruição mortal, quando a Boa Mãe, fértil e frutífera, tornou-se de maneira imprevista a Mãe Terrível, desestabilizando-nos em todos os conceitos de poder manipulador e estabilidade.


A mudança anuncia-se com um nascimento, uma morte, um tiroteio, um emprego, um sucesso ou um fracasso ou com manchetes agressivas informando-nos que o mundo continuou a girar enquanto dormíamos plácidamente. Sem nenhum aviso, o enredo confiável de nossas vidas, no qual os atores sabem suas falas, desdobra-se num drama fora do comum. O que aconteceu ao herói? Quem é o vilão? Qual é a minha próxima fala?Tudo o que observamos no universo demonstra que a mudança é a única constante da vida. Do rápido movimento das células até o ciclo de vida das estrelas, toda a natureza está num contínuo processo de nascimento e morte. Podemos procurar nos reassegurar repetindo o velho ditado: “Quanto mais as coisas mudam, mais continuam as mesmas”, mas isso significa apenas que estamos focalizando os processos mais lentos de evolução. Estamos enganando a nós mesmos quando tentamos aprisionar a vida e imobilizá-la no seu estado de permanência. Também podemos tentar agarrar o vento com uma peneira. Isso porque a vida é movimento. O que vemos hoje já está em processo de morte. Vivemos no sonho de ontem que se tornou manifesto e amanhã veremos os resultados daquilo que sonhamos hoje. Não importa quanto possamos manipular, medir e analisar, a vida continua de modo maravilhoso, aterradoramente misteriosa. Sem dúvida, resistir à mudança é muito humano. A resistência teimosa, a ponto de dizer: “Eu já tomei a minha decisão, não me confunda com novidades” está fundamentada no medo do desconhecido e tem causado muito sofrimento, tanto pessoal como coletivo.


CRENÇAS LIMITANTES

Travam-se verdadeiras guerras em todas as áreas da vida humana quando as crenças do passado são desafiadas por mudanças no presente. Temos toda uma história de eliminação dos mensageiros da mudança. Não gostamos que nossos mitos sejam desafiados. Contudo, inovadores em todas as áreas da realização humana — científica, educacional, política, religiosa — têm vivido em sincronia com o mistério da mudança. Eles observam aquilo que existe e perguntam em que pode se transformar. Infelizmente, a resistência à mudança que eles anunciam muitas vezes resulta em serem ignorados, ridicularizados e até mesmo eliminados, apenas para ressurgirem da infâmia anos mais tarde e se tornarem os heróis de novas lendas. E assim o processo se reinicia. Sempre que construímos uma cidadela para defender uma verdade aceita, em vez de deixá-la em aberto para averiguação posterior, cristalizamos a vida no dogma. Porém, quando pensamos que já temos tudo delineado, a evolução dá um passo adiante, abre as portas e janelas, e toda a poeira do passado é sacudida e somos obrigados a mudar mais uma vez. Entrementes, lidamos com o presente, descobrindo com freqüência dentro de nós mesmos capacidades inimaginadas de coragem e resistência. Século após século, os seres humanos se recuperam dos sonhos desfeitos e procedem à reconstrução. Persistimos, dando três passos para a frente e dois para trás, através da lenta e estafante disciplina da experiência. Somos impulsionados em direção a uma perfeição maior com a mesma certeza com que o sol faz rebentar a vida na semente posicionada na direção de sua luz. Somos impelidos pela promessa de um potencial ainda não realizado. Para aqueles que temem a mudança, a evolução é inimiga. Mas para aqueles que respondem conscientemente ao ritmo constante da evolução, é a essência da vida convocando-nos a nos tornar tudo aquilo que podemos ser. Ela estimula nossos desejos. Ela nos torna descontentes com a injustiça, a doença, a poluição e a guerra. Ela planta em nossos corações uma certeza de que a vida não precisa ser como é. A evolução desperta, encoraja e nos arremessa para a mudança.

Somos totalmente interdependentes uns dos outros e de todas as outras formas de vida que fazem parte de nosso mundo. Caracterização das transformações O autoconhecimento é o passo inicial da realização espiritual. Ajudar as pessoas a confrontar e integrar seus próprios medos e limitações pessoais faz com que para nós se torne possível lidar com esses problemas em termos raciais, nacionais e planetários. Orientadores, terapeutas e mestres estão numa boa posição para observar transformações pessoais, possivelmente porque as pessoas raramente procuram seus serviços quando a vida está se desenrolando satisfatoriamente. Geralmente, é algum tipo de trauma que nos leva a pedir ajuda. Pode ser uma crise muito transparente como, por exemplo, o fato de ser abandonado pela pessoa amada, descobrir que um filho anda consumindo drogas, a morte súbita de um amigo, o diagnóstico de uma doença incurável, uma depressão debilitante — qualquer uma das centenas de gatilhos que repentina e inequivocamente transformam a vida que planejáramos com tanto cuidado. As pessoas também procuram profissionais capazes de ajudá-las quando estão passando por mudanças na sua vida espiritual. Alterações que surgem dos níveis mais profundos do eu só parecem ser menos violentas do que uma crise imediata e desgastante em nossa vida exterior. As mudanças da alma tendem a ser mais evolucionárias que revolucionárias. Porém, nas grandes reviravoltas, pode surgir qualquer mudança com toda a violência de uma crise, pois não há nada na nossa vida que possa ser separado do Espírito.


KRINES

A palavra crise tem origem no vocábulo grego krines, que significa “separação de caminhos”. Isto já diz tudo. No despertar de uma crise importante, quase sempre nos desligamos da nossa visão anterior da realidade — não importa se o fazemos de boa vontade ou com queixas e gritos. Os chineses têm duas palavras para designar crise; uma significa “perigo”, a outra, “oportunidade”. De uma perspectiva espiritual, aquilo que parece ser perigoso geralmente nos oferece grandes oportunidades de crescimento.Muitas vezes, podemos sentir a aproximação de uma grande mudança. Pode ser que ela ainda não se tenha manifestado no mundo físico, mas sentimos sua energia em movimento, alterando o status quo. Antes de uma forte tempestade, sempre há um silêncio tenso, quase como se o próprio ar estivesse retendo o fôlego. Encontramo-nos no meio desse silêncio, percebendo a borrasca que se aproxima. Isso porque os momentos decisivos se anunciam por meio de vários sintomas vagos: uma profunda inquietação, um anseio indefinível, um aborrecimento inexplicável, a sensação de estar paralisado. As mudanças que alteram nossa vida freqüentemente ocorrem como se uma cápsula de libertação do tempo tivesse sido dissolvida dentro da psiquê. Contudo, o acontecimento em si é, em geral, menos importante do que as oportunidades de aprendizado que estão encapsuladas dentro dele. Se é o momento de aprender uma lição específica, então acontecerão coisas que providenciarão a oportunidade perfeita. Porém, se os acontecimentos não se desenvolverem de modo a prover a lição necessária, ou se a lição não for aprendida, então ocorrerá outro conjunto de eventos que irão reapresentar a mesma lição.

A HISTÓRIA DE JOHN

Suponha que a cápsula tenha sido liberada no momento certo para John, um rapaz de vinte e um anos, que precisa aprender a perdoar. O local do aprendizado pode ser o seu emprego e o patrão que ele parece ser incapaz de satisfazer torna-se o seu mestre. O acontecimento é que John é despedido. Se ele perdoar o patrão, estará livre para seguir em frente. Não terá de repetir a lição. Mas, no caso de se recusar a aprender sobre o perdão, passará para outra classe com novo mestre — porém a lição continua sendo a mesma: saber perdoar. John pode se ver num novo emprego — e desta vez ele está ameaçando o ego de um colega, que se vinga apresentando o trabalho de John como se fosse seu e obtendo para si um mérito que é dele. Ou então John faz amizade com alguém que lhe rouba a namorada. Ou o seu carro é roubado. Ele ainda vai ter de aprender a lição do perdão. Se não perdoar o patrão, talvez se torne capaz de perdoar o colega de trabalho, o amigo ou o ladrão. As mudanças que John está vivenciando são, na verdade, relativas à mudança de consciência. Para colocar isso no contexto de seus outros ciclos, suponhamos que o objetivo de sua alma seja o de aprender várias lições importantes, de modo a finalmente poder usar seu talento para ajudar os outros. Talvez, se pudéssemos vê-lo dois ciclos mais tarde, descobriríamos que se tornou um fisioterapeuta que reabilita pessoas acidentadas no trabalho. Ele não vai realizar essa tarefa antes dos trinta e cinco anos e talvez não tenha nenhuma idéia, aos vinte e um ou vinte e oito anos, de que esse tipo de trabalho venha a atraí-lo. Mas a alma dele sabe. Esse propósito faz parte do padrão da sua ascendência desde o nascimento, assim como a cor dos seus olhos. Desde o momento em que John nasceu até aquele em que inicia esse trabalho, ele vai atrair inconscientemente para si todas as lições de que necessitar para se desobstruir e se preparar para ajudar os outros em seus bloqueios e desafios. Algumas das lições podem ser bem difíceis. Assim, por exemplo, pode ser que ele sofra um acidente sério aos vinte e oito anos que pareça uma interrupção absurda de sua vida naquele ponto. Se tentarmos compreender essa mudança dolorosa no momento em que ela ocorrer, provavelmente não seremos bem-sucedidos. Mas, à medida que John passar por meses de luta e terapia para recuperar a saúde, ele vai aprender a penetrar no fundo de si mesmo e libertar sua vontade. Sua aprendizagem será sobre a disciplina e a paciência, e sobre a compaixão pelos outros. Os níveis de percepção que estavam fora do alcance de sua consciência antes do acidente agora vão tornar-se acessíveis para ele. Vamos supor que John assimile a lição sobre o perdão, já que não poderá ensinar muito aos seus pacientes se ele próprio não a aprender. Nesse caso, aos trinta e cinco anos, quando estiver pronto para dedicar-se à missão de sua vida, ele já terá obtido o diploma das escolas que lhe ensinaram aquilo que ele precisava saber para fazer bem o seu serviço. O perdão, a autodisciplina e a compaixão irão combinar-se numa forma de síntese em sua consciência. 


No momento em que compreendemos que nossas almas estão nos segurando metódicamente na mesma “sala de aula” até que cheguemos a assimilar as lições, a impaciência e os juízos a nosso próprio respeito e a respeito dos outros tornam-se atenuados e suaves. Na maior parte do tempo, não sabemos qual é a lição das outras pessoas. Mas começamos a compreender que um momento difícil, e até mesmo uma tragédia, é provavelmente uma lição importante e necessária em suas vidas. A essa altura, nós nos tornamos cônscios de que as coisas não são aquilo que parecem ser. E, se parecem ser muito ruins, elas não são necessáriamente assim; Levamos certo tempo para aprender que as coisas nem sempre são aquilo que parecem ser. Creio que temos de passar pela experiência de abrir mão de alguma coisa valiosa antes de podermos fazer isso bem e com alegria. Outro exemplo de alguém que trabalha para dedicar a vida em prol dos outros, pode ser o de uma pessoa que foi famosa numa vida anterior por causa de sua voz e que decidiu, no nível da alma, ser um grande professor de canto nesta vida. O gênio dessa pessoa é aproveitado para ajudar os outros a alcançar o seu potencial. Um grande escritor pode decidir ser um grande editor para os outros. Outra pessoa, inteiramente capaz de realizar muitas coisas para sua própria fama mas que decida trabalhar nessa lição específica, pode tomar a decisão de se dedicar a ser mãe de várias crianças em período integral. Cada uma dessas pessoas, fazendo uso de seus próprios recursos para promover o talento de outras, descobre que o sacrifício apenas parece consistir em abrir mão de algo, quando é visto pelos olhos do aluno mais novo. Na verdade, isso significa uma aquisição. Como todas as lições da alma, esta não pode ser contrafeita: o eu interior sabe se estamos simulando uma patologia, um mito familiar programado ou crescendo quanto à compreensão. A fé no objetivo da alma não é muito compatível com um sistema de valores que requer recompensa imediata. Desse ponto de vista, as mudanças constituem uma constante fonte de frustração, muitas vezes devastadora e angustiante. Assim que começamos a encarar-nos a nós mesmos e aos outros holísticamente, em toda a nossa trajetória de vida, passamos a reconhecer a mudança como a força dinâmica que está por trás do desenrolar do plano da alma. Continua.....

terça-feira, 26 de abril de 2016

20 RECEITAS ALCALINAS PARA VOCÊ INCLUIR NA SUA DIETA

Você sabia que precisa dar especial atenção ao pH do corpo?
Não sabe o que é pH?
Em poucas palavras, pH (potencial de hidrogênio) é o que revela a acidez ou alcalinidade de uma solução.
Nosso organismo é ligeiramente alcalino.
A escala varia de 0 a 14.
O valor neutro é de 7,30 a 7,45.
Se o pH for inferior a isso, então é ácido.
No entanto, se passar de 7,45 é alcalino.
Os alimentos que consumimos influenciam totalmente esses resultados.
O mundo moderno - com alimentação industrializa, estresse e poluição - empurra o nosso corpo para a acidificação, o ambiente propício para as doenças.
É por isso que devemos contrabalançar isso com alimentos alcalinos.
Trouxemos 20 sugestões de receitas alcalinas que vão ajudar a manter seu pH equilibrado - isso vai prevenir muitas doenças, inclusive o câncer.
Além disso, elas são úteis para fornecer mais energia ao seu corpo.
E atenção: se seu pH for muito ácido, é mais difícil perder peso.
SOPAS
1. Sopa de Cenoura e cogumelo: juntos, são ricos em vitaminas do complexo B, ferro, magnésio e cálcio.
O cogumelo, em especial,  ajuda a neutralizar o ácido do estômago.
2. Sopa de abacate, cebola e cenoura ralada: Esta sopa é consumida fria, sendo uma excelente escolha para o verão.
Se você deseja uma dieta alcalina, o abacate não pode faltar em suas refeições diárias.
Ele é rico em potássio, regula a pressão arterial e ajuda a nivelar o percentual de colesterol no sangue.
3. Sopa de abacate, brócolis e castanha-do-pará :  esses são ingredientes alcalinos  e dietéticos, como os vegetais de folhas verdes .
Os brócolis, especificamente,  ajudam a remover a acidez do sangue.
A castanha dá um sabor especial à sopa.
Clique AQUI para aprender uma deliciosa receita de sopa de abacate.
SALADAS
4. Salada de abacate com alho: Esta salada pode se consumida crua ou  como uma pasta para seus sanduíches ou qualquer outro lanche.
O alho é um exterminador de microrganismos causadores de doenças.
5. Salada de legumes verde: Esta salada é maravilhosa no verão.
Ela combina vegetais verdes, como: alface, rúcula, espinafre e aipo.
Tempere com óleo extravirgem e algumas ervas frescas, como: tomilho, orégano e hortelã.
 
6. Salada de pepino: Esta salada é simples, mas contém uma grande quantidade de nutrientes.
Você só precisa de um pepino fresco, alho, sementes de gergelim torradas e óleo de gergelim para temperar.
7. Salada mediterrânea: é  excelente para uma dieta alcalina.
Misture manjericão, azeitonas, cebola e rúcula e os tempere com azeite de oliva a gosto.
8. Abacate com pimentas: muito saudável.
É uma opção para seus sanduíches também.
LANCHES
9. Pimenta:  Pimenta como petiscos é uma opção muito nutritiva, pois fornece poucas calorias e é rica em vitamina C, ácido fólico e betacaroteno.
10. Massa de couve-flor e couve-de-bruxelas: Processe os dois ingredientes e terá uma pasta rica em minerais alcalinos, ricos em fósforo, magnésio, ferro e potássio.
11. Abacate e molho de tomate: Uma variação do guacamole tradicional, este lanche é muito popular entre os mais jovens, que ainda acrescentam batatas assadas.
12. Batata-doce: Cozida no vapor ou assada na chapa, fica uma delícia.
13. Pasta de quinoa com molho de tomate e manjericão: Para ter uma dieta alcalina não significa que você deve abandonar as massas.
Substituir farinha refinada por quinoa e molhos preparados com vegetais frescos é uma boa opção.
Evite consumir carne vermelha.
14. Legumes salteados:  Faça a combinação de legumes frescos que você gosta, com algumas ervas e sementes de gergelim.
15. Ratatouille: Esta receita clássico da gastronomia francesa é uma preparação altamente alcalina.
16. Batata-doce, aveia e sementes: Você pode amassar pedaços de batatas e acrescentar sementes de abóbora e aveia.
Em seguida, leve ao forno com um pouco de azeite.
SUCOS E VITAMINAS
17. Tomate e pepino batido: Embora possa parecer uma mistura estranha, adicione um algumas gotas de limão e algumas folhas de hortelã para um delicioso smoothie.
Fornece poucas calorias, o que ajuda a saúde dos rins, da bexiga e a saúde do fígado.
18. Vegan Smoothie: Prepare uma vitamina refrescante de leite de amêndoas e frutas como banana, maçã e pera.
19. Coquetel verde:  Adquira energia com  um suco verde.
Você pode fazer isso com pepinos, limão, hortelã e aipo fresco.
20. Poderoso suco verde: Prepare um suco com couve, pedacinho de gengibre, maçã e suco de laranja.
Ideal para ajudar o aparelho digestivo.

As Etapas para uma Transformação Consciente-Parte 1


Mudança é desafio.
Mudar alivia, frustra, ameaça, entristece ou alegra. Acima de tudo, obriga-nos a crescer. É o mecanismo através do qual a natureza nos garante a evolução e o modo como o Plenum Cósmico/ Deus nos chama de volta para casa. Mudar é desfazer as ilusões a respeito de nós mesmos e dos outros. Anjo de misericórdia ou rígida disciplinadora, a mudança está constantemente nos moldando para nos tornarmos tudo aquilo que estamos destinados a ser. Ela nos molda com a mesma precisão com que o vento forte esculpe uma árvore ou a água caudalosa dá novas formas à rocha mais dura. A mudança é o ponto de partida para atingirmos estados de consciência cada vez mais elevados. A consciência é o conjunto de toda a nossa percepção, uma síntese do coração e da mente que nos torna capazes de agir. A mudança nos convida à flexibilidade e ao risco. Ela nos oferece por mais vezes o despertar da consciência até o estágio em que temos vontade de morrer para aquilo que é velho. Quando apenas suportamos a mudança com estoicismo ou protestamos contra ela em altos brados, não aprendemos nada e adiamos o inevitável. Contudo, quando aceitamos a mudança — quando simplesmente a aceitamos, nada mais que isso — ela catalisa a nossa vida, amplia o nosso conhecimento e faz com que a nossa perspectiva passe do medo à afirmação da vida. Isso porque vida significa mudança.

Mudança requer Criatividade.

Há várias maneiras de se lidar criativamente e sem temor com a mudança. Uma delas é através da compreensão da própria mudança. Quando alguém é envolvido no drama de uma repentina crise pessoal, é na maioria das vezes um desafio ser capaz de ver nele algum sentido. Mas a mudança significa sempre um processo, mesmo quando chega repentinamente. Em geral, ela parece ser caótica e ameaçadora, sem nenhuma direção clara. A palavra-chave aqui é parece. Isso quando a examinamos a partir de um ângulo mais amplo, porque, se fizermos um retrospecto, veremos na mudança a ação da evolução planetária ou pessoal. Há um ritmo no modo como a mudança ocorre. Com o passar dos anos, os verdadeiros buscadores tomam consciência desse ritmo. Quando entramos realmente em sintonia com o ritmo da mudança, percebemos que muitas pessoas que buscam orientação,a fazem não importando a idade .Geralmente, todas o fazem em ciclos de 7 anos; constata-se que as principais alterações em suas vidas anunciavam profundas modificações — casamentos, divórcios, mortes, nascimentos, mudanças na vida profissional — todas girando em torno do ano exato de uma mudança de ciclo, poucos meses antes ou poucos meses depois.Presume-se que essa ocorrência está em sincronia com as tarefas de desenvolvimento biológico e psicológico pertinentes às várias faixas de idade. E, de fato, talvez haja alguma correlação aqui, certos impactos fortes que têm a ver com o desejo que o indivíduo tem de se casar, com épocas propícias para promoções na carreira, com o próprio fato de ficarmos mais velhos e com o envelhecimento e a morte de nossos pais. Porém, é forçar demais a credibilidade fazer com que todas as mudanças se enquadrem nos modelos científicos. E esse ponto de vista não faz nenhum sentido quando,por exemplo, um homem sofre um acidente de automóvel que o deixa paralítico e muda a sua vida exatamente aos trinta e cinco anos; ou quando morre de repente a mãe de uma jovem mulher, na época em que esta completava vinte e oito anos. Mas, por que não vinte e seis ou trinta? Por que o divórcio ocorreu precisamente aos quarenta e dois? E por que a ação judicial aos cinqüenta e seis? Muitos cosmólogos do mundo todo sugerem que a criação ocorre em ciclos de sete.

OS 7 GRANDES PERÍODOS

Os metafísicos diriam que o ciclo simboliza sete grandes períodos de tempo e apontariam para versões correspondentes nas crenças zoroástricas e no xintoísmo japonês, no hinduísmo e nos mitos de outras culturas espalhadas pelo mundo. Desde as manchas solares e os colapsos econômicos até a desova dos peixes e as mudanças na moda, os grandes astrólogos raramente são surpreendidos com os ciclos previsíveis de ação. Eles consultam o horóscopo de uma pessoa ou de todo um país, assinalam as passagens cíclicas dos planetas pelos signos simbólicos do zodíaco conforme eles se sobrepõem, se opõem ou se complementam e indicam as prováveis e significativas épocas de mudança iminentes. Eles não sabem exatamente o que vai acontecer, mas podem revelar com sucesso que algo profundo vai acontecer. O universo é apenas isso — um universo — e nós estamos em compasso com a energia que mantém tudo coeso. Temos influência sobre tudo o que acontece e somos influenciados por tudo o que acontece. Portanto, quer estejamos lidando com uma trama bastante complexa, na qual os movimentos da mudança podem durar toda uma vida, quer estejamos lidando com um modelo mais superficial no qual os estágios de mudança devem ser inteiramente elaborados do começo ao fim, no pequeno prazo de semanas ou meses estamos sempre às voltas com muitas mudanças ao mesmo tempo. Nossa vida é formada de ciclos, uns dentro dos outros — uns se completando rapidamente, outros se desenvolvendo lentamente.

AS 7 ETAPAS DE MUDANÇA DE CONSCIÊNCIA

O processo de percepção da mudança tem início quando compreendemos quem acreditamos ser. O conjunto de hábitos, atitudes e crenças que acumulamos em nós mesmos revela quem acreditamos ser. Os acontecimentos podem suceder-se contÍnuamente, mas não há nenhuma mudança real em nós até que um desses acontecimentos realmente desafie a nossa percepção daquilo que somos. É bem possível simplesmente resistir, com a mesma determinação, até o próximo grande evento. Porém, assim que uma crença profundamente arraigada em nós próprios é realmente submetida a um desafio, começa o movimento ritmado da mudança. Podemos resistir ou participar desse movimento — geralmente é essa a ordem das opções — mas afinal acabaremos resolvendo o conflito entre o status quo e o desafio, tomaremos um novo rumo, suportaremos a necessária purgação dos velhos hábitos e, finalmente, acabaremos por entregar-nos inteiramente ao novo. Essa jornada, através dos sete estágios de mudança consciente, é o tema central desta série.

AS ETAPAS

1. A primeira etapa é a forma. Esta é a crença fundamental que conservamos a nosso próprio respeito em qualquer área. Ela define os limites de nossa percepção, dita nossas opiniões e, o que é mais importante, instaura a nossa realidade pessoal. É nesse ponto que toda mudança se inicia.

2. Com a segunda etapa, o desafio, inicia-se uma dinâmica no processo de mudança. Alguma coisa vai acontecer, ou então ficamos expostos a algo ou a alguém que altera o status quo, e a nossa Forma original não funciona mais.

3. Para dentro desse vácuo flui a resistência, o terceiro e normalmente desconfortável ciclo de mudança, em que a nossa antiga maneira de ser e a nossa nova percepção se confrontam numa batalha de ambivalência e indecisão. A lógica, o condicionamento e a história argumentam em favor do passado, mas o empurrão mais forte se dá em direção ao novo.

4. Ao fim e ao cabo, somos resgatados pelo quarto estágio — o despertar. Essa é a parte alegre do ciclo, quando ocorre uma ruptura frente à luta anterior. A essa altura, damos a guinada crítica, da indecisão para o novo ponto de vista.

5. Em seguida vem o compromisso. Esse é o ponto do ciclo em que investimos todos os nossos recursos — tempo, dinheiro, energia — numa nova direção. Nesse estágio, defrontamo-nos Com uma série de escolhas que nos ajudam a deixar claro o nosso novo objetivo.

6. A purificação é a próxima e inevitável etapa — aquela que nos toma inteiramente de surpresa. É o período em que ocorre a verdadeira transformação. Essa etapa freqüentemente é dolorosa. Antigas mágoas e medos reprimidos durante as fases anteriores do processo ressurgem para serem reconhecidos e, por fim, transformados. É tempo de morrer para o velho. É tempo de pôr à prova a nossa fé no novo.

7. Finalmente, chegamos ao último estágio — a entrega. Esse é o ponto no processo de mudança em que de fato nos transformamos na nova crença. Esse estágio é caracterizado por síntese e integração. O novo se funde com o ser total e a forma antiga fica sendo apenas uma lembrança.


Quando os acontecimentos do mundo exterior desafiam as nossas crenças — a nossa forma — resta-nos a alternativa de nos recusarmos a mudar. Podemos negar o novo, defender o velho e nos agarrar tenazmente ao nosso conhecimento já atingido. Ou então podemos parar, prestar atenção e perguntar: “O que eu posso aprender com esse desafio? Como posso me tornar realmente consciente com isso?” Estamos sempre fazendo escolhas, consciente ou inconscientemente, que dizem respeito ao nosso mundo interior. Essas escolhas criam padrões que atraem certos tipos de experiências futuras. Quando decidimos pôr em prática os desafios que nos forçam a confrontar nossas idéias a respeito de nós mesmos, quando decidimos empregar acontecimentos reais como degraus de apoio, tendo em vista uma compreensão maior, optamos então pela mudança consciente. As idéias sobre a dinâmica da mudança consciente que estamos compartilhando aqui, surgiram de observações ao longo de mais de quinze anos dedicados à pesquisa,colecionando textos,palestras,entrevistas e manuscritos pessoais; Relataremos experiências e acontecimentos com honestidade e interpretaremos com tanta clareza quanto pudermos,com compreensão e capacidade. Na melhor das hipóteses, as palavras só contêm um pouquinho de significado. Quando tentamos descrever o não-material em termos concretos, encontramo-nos instantâneamente em terreno escorregadio. Análogamente,é como utilizar uma rede para reter a água corrente. Continua......

segunda-feira, 25 de abril de 2016

CHAVES PARA O AUTOCONHECIMENTO E A CURA-Como desbloquear os Chakras-Conceitos e exercícios


De acordo com a crença Hindu ou Budista, os Chakras são vastas (ainda que confinadas) piscinas de energia que, em nossos corpos, governam nossas qualidades psicológicas. Diz-se que há sete principais chakras ao todo: quatro na parte superior, que governam nossas propriedades mentais; e três na parte inferior, que guiam nossas propriedades instintivas. Eles são:

1-O Chakra Muladhara (raiz).
2-O Chakra Svadhisthana (sacral).
3-O Chakra Manipura (plexo solar).
4-O Chakra Anahata (coração).
5-O Chakra Visuddhi (garganta).
6-O Chakra Ajna (terceiro olho).
7-O Chakra Sahasrara (coroa).

De acordo com os ensinamentos Budistas/Hindus, todos os chakras devem contribuir para o bem-estar humano. Nossos instintos devem unir forças com nossos pensamentos e sentimentos. Alguns de nossos chakras normalmente não são inteiramente abertos (ou seja, eles operam sempre da mesma maneira, desde seu nascimento), mas alguns são hiperativos, ou até quase que fechados. Se os chakras não estiverem equilibrados, a paz com o ser não poderá ser alcançada.Continue lendo para descobrir a arte de ficar atento aos chakras e para obter técnicas confiáveis para abri-los.

Passos

Compreenda que, se você abrir seus chakras, não há necessidade de tentar fazer com que os hiperativos se tornem menos ativos. Eles simplesmente compensarão pela inatividade de chakras fechados. Assim que todos os chakras estiverem abertos, a energia se igualizará e se tornará equilibrada.


Abra o Chakra Raiz (vermelho)

Esse Chakra se baseia na sensação de atenção física e no conforto perante muitas situações. Se aberto, você deverá se sentir equilibrado e sensível, estável e seguro. Você não desconfia de pessoas próximas por motivo algum; Você se sente presente no que está acontecendo agora, e está muito conectado ao corpo físico. Se pouco ativo: você tende a ter medo ou a ficar nervoso, e pode se sentir indesejado facilmente. Se hiperativo: você pode ficar materialista e ganancioso. Você se sente seguro e não aceita bem mudanças.
Use o corpo e fique atento a ele. Faça yoga, caminhe pela rua ou faça a faxina de casa. Essas atividades permitirão que seu corpo lhe conheça melhor, e fortalecerá o chakra.


Permaneça com os pés no chão. Isso significa que você deve se conectar com o solo, e senti-lo abaixo de seu corpo. Para fazer isso, levante-se e permaneça relaxado. Separe os pés e incline ligeiramente os joelhos. Mova sua pélvis um pouco adiante e mantenha o corpo equilibrado, de maneira a sentir que o peso foi uniformemente distribuído sobre as solas dos pés. Em seguida, jogue o peso para frente. Permaneça nessa posição por vários minutos.


Após se estabelecer, sente-se de pernas cruzadas, como demonstrado na imagem abaixo.


Permita que as pontas do polegar e do dedo indicador se toquem gentilmente, em um movimento pacífico.


Concentre-se no Chakra Raiz e no que ele significa, no ponto entre os genitais e o ânus.


Silenciosamente, ainda que de maneira clara, emita o som “LAM”.
Durante todo esse tempo, permita-se relaxar, ainda pensando no Chakra, no significado dele e em como ele afeta (ou deveria afetar) sua vida.
Continue fazendo isso até relaxar completamente. Você pode se sentir “limpo”.
Visualize uma flor vermelha fechada. Imagine uma energia muito poderosa irradiando dela. Ela se abre lentamente, exibindo quatro pétalas vermelhas cheias de energia.


Contraia o períneo, prendendo a respiração e a soltando.



Abra o Chakra Sacral (laranja)

Esse chakra lida com sentimentos e com a sexualidade. Se aberto, os sentimentos serão liberados com liberdade, e serão expressos sem você ficar muito emotivo. Você poderia abri-lo por afinidade, para se apaixonar ou para ficar mais extrovertido. Você também não tem problemas no que tange a sexualidade. Se pouco ativo: você tende a ser pouco emocional ou impassível, e não se abre muito com os outros. Se hiperativo: você tende a ser sensível e emotivo o tempo todo. Você também pode ficar extremamente sexual.

Ajoelhe-se, mantendo a coluna reta e relaxada.


Coloque as mãos no colo, palmas viradas para cima, uma sobre a outra. A mão esquerda por baixo, a palma tocando as costas dos dedos da mão direita. Permita que os polegares se toquem gentilmente.


Concentre-se no Chakra Sacral e no significado dele. Concentre-se no osso sacral (na lombar).


Silenciosamente, mas de modo claro, emita o som “VAM”.
Durante todo esse tempo, permita-se relaxar, ainda pensando no Chakra, no significado dele e em como ele afeta (ou deveria afetar) sua vida.
Continue fazendo isso até relaxar completamente. Novamente, você deve se sentir “limpo”.


Abra o Chakra do Umbigo (amarelo)

Esse Chakra concentra confiança, especialmente dentro de um grupo. Quando aberto, você deve se sentir no controle e deve ter uma sensação boa de dignidade em si. Se pouco ativo: você tende a ser passivo e indeciso. Você poderia frequentemente se mostrar apreensivo e isso não lhe apetece. Se hiperativo: Você tende a ser mandão e agressivo.

Ajoelhe-se, mantendo a coluna ereta e relaxada.


Coloque as mãos diante do estômago, logo abaixo do plexo solar. Permita que os dedos se juntem, todos apontando para longe do corpo. Cruze os polegares e estique os dedos (isso é importante).


Concentre-se no Chakra do Umbigo e no significado dele. Pense na espinha, ligeiramente acima do umbigo.

Silenciosamente, mas de modo claro, pronuncie: “RAM”.
Durante todo esse tempo, permita-se relaxar, ainda pensando no Chakra, no significado dele e em como ele afeta (ou deveria afetar) sua vida.
Continue fazendo isso até relaxar completamente. Novamente, você deve se sentir “limpo” (isso acontecerá com todos os Chakras.


Abra o Chakra do Coração (verde)

Esse chakra está relacionado ao amor, ao carinho e à estima. Quando aberto, você parece ficar compassivo e amigável, sempre trabalhando em relacionamentos amigáveis. Se pouco ativo: você tende a ser frio e pouco amigável. Se hiperativo: você tende a ser “amoroso” demais, ao ponto de sufocar as pessoas, podendo até ser visto como egoísta por isso.

Sente-se de pernas cruzadas.


Permita que as pontas dos dedos indicadores e polegares se toquem em ambas as mãos.


Coloque a mão esquerda no joelho esquerdo e a mão direita na parte superior de seu esterno.


Concentre-se no Chakra do Coração e no significado dele. Pense em onde ele fica, na espinha, próximo ao coração.


Silenciosamente, mas de maneira clara, pronuncie o som “YAM”.
Durante todo esse tempo, permita-se relaxar, ainda pensando no Chakra, no significado dele e em como ele afeta (ou deveria afetar) sua vida.
Continue fazendo isso até relaxar completamente. Você pode sentir que a sensação de “limpeza” retornou e/ou se intensificou em seu corpo.


Abra o Chakra da Garganta (azul claro)

Esse chakra se concentra na expressão e na comunicação. Quando ele está aberto, expressar-se é fácil, e a arte parece ser uma ótima maneira de fazer isso. Se pouco ativo: você tende a não falar demais, e é classificado como tímido. Se você mentir regularmente, esse chakra pode ser bloqueado. Se hiperativo: você tende a falar demais, e isso irrita os outros. Você também poderia ser um péssimo ouvinte.

Novamente, fique de joelhos.


Entrecruze os dedos no interior das mãos, sem os polegares. Erga os polegares e permita que eles repousem acima dos outros dedos.


Pense no Chakra da Garganta e no que ele representa. Pense na localização dele, na base da garganta.


Silenciosamente, mas de modo claro, pronuncie o som “HAM”.
Durante todo esse tempo, permita-se relaxar, ainda pensando no Chakra, no significado dele e em como ele afeta (ou deveria afetar) sua vida.
Continue fazendo isso por cinco minutos e a sensação de limpeza se intensificará novamente.


Abra o Chakra do Terceiro Olho (azul)

Assim como sugere seu nome, esse Chakra lida com o conhecimento. Quando aberto, você tem excelentes capacidades clarividentes e tende a sonhar muito. Quando pouco ativo: seu ser tende a esperar que os outros pensem por você. Você confia em crenças regularmente, e também tende a se sentir confuso maior parte do tempo. Quando hiperativo: você tende a viver num mundo imaginário todos os dias. Em casos extremos, você poderia sofrer com alucinações ou ataques frequentes de imaginação.
Sente-se de pernas cruzadas.


Coloque as mãos na frente da parte mais baixa de seu peito. Os dedos médios devem estar esticados e tocando na ponta um do outro, apontando para longe de seu corpo. Os outros dedos estão dobrados, tocando-se através das falanges. As pontas dos polegares devem estar juntas e apontando na sua direção.


Concentre-se no Chakra do Terceiro Olho e no significado dele. Pense que ele está um pouco acima do centro de suas duas sobrancelhas.


Silenciosamente, mas de modo claro, pronuncie a palavra “OM” ou “AUM”.
Durante esse tempo, o relaxamento do corpo deve surgir naturalmente. Continue a pensar no chakra, no significado dele e em como ele deve afetar sua vida.
Continue fazendo isso até obter a mesma sensação de limpeza de antes – só que, talvez, mais intensa.


Abra o Chakra da Coroa (púrpura)

Este é o sétimo Chakra e o mais espiritual de todos. Ele é responsável pela sabedoria do indivíduo e pelo fato de torná-lo uno com o universo. Quando este chakra é aberto, o preconceito desaparece de sua lista de afazeres, e você se torna mais atento ao mundo e às ligações dele com seu ser. Se pouco ativo: você tende a não ser muito espiritual, e pode ser bastante rígido em seus pensamentos. Se hiperativo: você tende a intelectualizar as coisas o tempo todo. A espiritualidade parece ser a primeira coisa em sua mente. Se você realmente estiver hiperativo, pode até ignorar necessidades físicas (alimento, água, abrigo).
Sente-se de pernas cruzadas.
Coloque a mão perante o estômago. Permita que os mindinhos apontem para cima e para longe de seu corpo. Eles devem se tocar nas pontas. Cruze os restos dos dedos. Permita que o polegar esquerdo fique abaixo do direito.


Concentre-se no Chakra da Coroa e no significado dele. Pense nele no topo de sua cabeça.


Silenciosamente, mas de maneira clara, pronuncie o som “NG” (sim, é bastante difícil).
Agora, seu corpo deve estar completamente relaxado, e sua mente, em paz. Porém, não pare de se concentrar no Chakra da Coroa.
Essa meditação é a mais longa, e não deve durar menos de dez minutos.
AVISO: não use essa meditação para o Chakra da Coroa caso o Chakra da Raiz não seja forte ou não esteja aberto. Antes de lidar com esse último chakra, você precisa de uma base forte. Essa base será construída quando você exercitar a raiz.
Dicas
Sente-se numa área quieta e quente. Trate esse exercício como se fosse uma meditação. Durante o verão, você poderia se sentar num campo ou num jardim. Durante o inverno, num ambiente quente e sem distrações. A sauna, ainda que pouco utilizada, é um excelente lugar para sentar, se acalmar e limpar a mente.

Fonte: WiKiH    Via: Portal Arco Íris


Registros Akáshicos: A Biblioteca da Alma

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